Preço

Quanto custa um site, e por que os orçamentos variam tanto

O que entra no preço de um site, os custos que aparecem depois da entrega e como comparar propostas sem se perder nos números.

RascunOutubro de 20266 de leitura

Você pede três orçamentos de site e recebe R$ 400, R$ 2.800 e R$ 9.000. A reação comum é achar que alguém está inflando o preço, ou que o mais barato esconde uma pegadinha. Quase sempre não é nada disso. A palavra "site" serve para coisas muito diferentes, e cada proposta provavelmente descreve uma coisa diferente.

Uma página única com texto, fotos e um botão de WhatsApp tem pouco em comum com uma loja virtual que controla estoque, frete e pagamento. Os dois são "sites", do mesmo jeito que uma barraca de feira e um supermercado são "lojas".

O que mexe no valor

Quase todo orçamento se explica por meia dúzia de variáveis. Vale conferir cada uma na proposta que chegou até você.

  • Número de páginas. Uma página é uma coisa, dez são outra, trinta são outra ainda. Cada página tem texto, imagens, revisão e teste no celular.
  • O que o site faz além de mostrar informação. Um formulário que manda e-mail é simples. Agendamento, área de login, pagamento ou um painel onde você edita tudo sozinho entram em outra categoria de trabalho.
  • Quem produz o conteúdo. Se você entrega logo, textos e fotos prontos, o trabalho é montar. Se alguém precisa escrever, fotografar ou criar a identidade visual, isso é trabalho extra e precisa estar no preço.
  • O ponto de partida do visual. Adaptar um modelo existente é mais rápido do que desenhar do zero. Os dois caminhos são legítimos, e o resultado pode ser bom ou ruim em ambos.
  • Prazo. Pressa custa. Prazo folgado costuma sair mais em conta.
  • O que vem depois da entrega. Alguém ajusta um texto quando você pedir? Responde se algo quebrar? Isso pode estar incluído, ser cobrado por hora ou simplesmente não existir.

Custos que ficam fora do orçamento

Alguns gastos não fazem parte do trabalho de quem constrói o site, mas existem e costumam aparecer só depois. Pergunte sobre eles antes de fechar.

O domínio (o endereço, como seunegocio.com.br) é pago por ano. Quando escrevemos este texto, o Registro.br cobrava R$ 40 por ano pelo .com.br; confira o valor atual antes de contar com ele. A hospedagem pode custar zero num site simples, feito só de páginas fixas, ou algumas dezenas de reais por mês em soluções mais pesadas. O e-mail profissional, no formato contato@seunegocio.com.br, tem opções gratuitas e pagas. E algumas propostas cobram à parte plugins, fontes e bancos de imagens.

Um detalhe que passa batido: em nome de quem fica o domínio? Se o desenvolvedor registrou no CPF dele, você depende dele para renovar ou trocar de hospedagem. O ideal é que o titular seja você.

Três perguntas que desembaraçam qualquer proposta

  1. O site é meu? Código, domínio e contas (hospedagem, e-mail) ficam no seu nome? Se a resposta for "depende", peça para escrever.
  2. Se eu quiser trocar um texto daqui a seis meses, como faço? Você mesmo edita, paga alguém ou depende do mesmo profissional? Qualquer das respostas serve, desde que você saiba qual é.
  3. Quantas rodadas de ajuste estão incluídas? Uma, duas, ilimitadas? Sem um número combinado, o "só mais um ajuste" vira discussão.

Barato demais, caro demais

Preço baixo costuma significar um modelo pronto com poucas adaptações. Isso não é defeito. Para quem está começando e precisa estar na internet, pode ser exatamente o certo. O problema aparece quando se paga pouco esperando um projeto sob medida.

Preço alto também não garante nada. Peça exemplos de trabalhos anteriores, o prazo e a lista do que está incluído. E compare itens, não totais: uma planilha com as variáveis acima, uma linha por proposta, resolve em dez minutos o que três dias de dúvida não resolvem.

Como a Rascun cobra

Na Rascun, sites começam em R$ 349,99. O valor final depende do que o projeto precisa, e você recebe a proposta por escrito, com prazo e valor, antes de começarmos qualquer coisa. Sistemas web, que têm login e banco de dados, são orçados caso a caso, porque o escopo varia demais para existir um preço de partida honesto.